|Fiscalidade 2017 - novos conteúdos revistos e actualizados

|«A carteira Luísa Dylon e outros contos» de Roderick Nehone

|«Luanda fica longe e outras estórias austrais» de José Luís Mendonça

|«Se o Passado não Tivesse Asas» de Pepetela

|«Crescer a Ler» - Uma nova colecção infantil que vai estimular o gosto pela leitura nos mais novos.

|«Vidas de Areia» de Divaldo Martins

|«Papéis da Prisão - Apontamentos, Diário, Correspondência (1962-1971)» de Luandino Vieira

|«A sombra de Imana» de Verónique Tadjo

|«Crónicas maldispostas» de Pepetela

|«República do Vírus» de António Quino

|«Filho Querido» de Roderick Nehone

|«Entre sonhos e Delírios» de Noelma Viegas D' Abreu

|«Estórias para bem ouvir» de Fragata de Morais

|«Uma Escuridão Bonita» de Ondjaki

|«Estórias Além do Tempo» - 42 estórias contadas por escritores angolanos

|«Memórias» de Dino Matrosse

|«Memórias de um Dark Horse» de Onofre dos Santos

|Colecção Aventura «Os Candengues»

|«As Aventuras de Ngunga» de Pepetela

|Colecção «Legislação»

|«Teoria Geral do Esquecimento» de José Eduardo Agualusa»

|«Uma Viagem à Índia» de Gonçalo M. Tavares

|“Dentro de mim faz sul seguido de acto sanguíneo” , Ondjaki

|“O leão e o coelho saltitão” , Ondjaki

| “História da África Negra”

|“Contos para Contar”

|“A Múcua que Baloiçava ao Vento”

|“A Aventura do Vento e Outros Contos”

|“Histórias, Historietas”

|«A Educação Sentimental dos Pássaros» de José Eduardo Agualusa

|«Milagrário pessoal» De José Eduardo Agualusa

|«Os transparentes» de Ondjaki

|«Os vivos, o morto e o peixe frito» de Ondjaki

As dezoito estórias reunidas no livro «Luanda fica longe e outras estórias austrais» foram reinventadas ao longo dos anos da independência de Angola.

No estilo dominante a raiar a prosa poética, com recorrente afloramento irónico, o autor constrói um mosaico rico e diversificado juntando histórias de vida, de quotidianos de Bairros de Luanda (Chicala, Cazenga e Boavista), de figuras, de mitos e de sonhos, no contexto pós-independência do país, até à actualidade. A história recente do país retratada através de personagens diversificadas, com a sensibilidade e mestria de um escritor que tem vindo a afirmar-se na prosa, depois de ter conquistado um lugar cimeiro entre os poetas da sua geração.

De rara beleza o conto o "Comboio de Trigo" ou a história do menino que descobriu o segredo do comboio "(….) e assim ele viu o que mais ninguém via, o que aos olhos do mundo não valia a pena: do vagão do comboio caíam grãos vivos de trigo. E cada grão caía casado com uma gota de nuvem. E no chão de areia quente do fogo do meio dia, ao lado da linha do caminho de ferro, se alumiava uma nova linha de água e trigo vivo".

Então, o menino exaustivo, que se isentava na escola, começou a amealhar grão de trigo húmido. Um dia demarcou no quintal da sua casa um pequeno talhão de meio metro quadrado e plantou os grãos de trigo. Aquela foi a sua primeira agrimensura. A sua alma estava cheia de engenharias agrónomas (…)".

Sobre o Autor

José Luís Mendonça nasceu em Angola, no dia 24 de Novembro de 1955, na comuna da Mussuemba, município do Golungo Alto.

Licenciado em Direito pela Universidade Católica de Angola, é jornalista e poeta de profissão, actualmente vinculado às Edições Novembro, E.P., onde exerce ao cargo de director e editor-chefe do Jornal CULTURA, quinzenário angolano de Artes & Letras.

Autor de vários livros de poesia, de um conto e de um romance, fez a sua aparição no mundo das Letras Angolanas com «Chuva Novembrina», obra à qual foi atribuído em 1981 o Prémio Sagrada Esperança pela INALD – Instituto Nacional do Livro e do Disco.

Em 2005, o Ministério da Cultura atribuiu-lhe o Prémio Angola Trinta Anos, na disciplina de Literatura, no âmbito das comemorações do 30º Aniversário da Independência Nacional, pela sua obra poética «Um Voo de Borboleta no Mecanismo Inerte do Tempo». No mesmo ano foi contemplado com o Prémio Notícias Gerais da Lusofonia no Concurso CNN MultiChoice Jornalista Africano.

No ano de 2015 foi-lhe outorgado o Prémio Nacional de Cultura e Artes na categoria de Literatura, devido à singularidade do estilo e ao valor cultural das temáticas tratadas, tendo instituído o amor como guia da sua produção literária, em torno do qual percorrem diversos outros temas, de entre os quais as relações entre os povos e o poder político, para além de, no conjunto da sua obra literária, associar a política e a ideologia, as interacções que a história recente de Angola levanta, as tradições populares e o maravilhoso, bem como a preservação do ambiente.